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Eu sou a soma de todas minhas experiências, sejam elas as boas ou as nem tanto, mas eu sou isso.

domingo, 25 de julho de 2010

Esperança






Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.


Mário Quintana

Um comentário:

  1. Te amoo!!!! Esse texto é lindo, adorei!!!
    E as jujubas estão ótimas!!!

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